Legado de Registros Amazônicos na Bagagem de Helly Pamplona

O acervo do mago das lentes sustentáveis ecologicamente corretas, Helly Pamplona, tem sua origem cabocla, em terras marajoaras. Nascido no município de Cachoeira do Arari, no coração do arquipélago do Marajó, fotógrafo desde cedo teve o privilégio em ter contato com natureza pura, em sua plenitude.

E estas recordações de infância ele registra permanentemente em suas fotos, feitas tendo a Amazônia como cenário de fundo. De tanto gostar da Amazônia, ele resolveu casar com a índia Roberta, sua companheira, espoa e modelo da maioria de suas fotos, onde registra beleza nativas realçadas pelas biojóias e pelo charme que dado por Deus e abençoado pela natureza.

Lançamento do livro Selva- Além de fotos, Hely Pamplona, também é autor do livro 'Selva', onde resgata o sonho de cada viagem, todas elas um capítulo de aventuras no reino exótico e exclusivo que é a Amazônia.

Nada escapa a suas lentes, nem a biodiversidade, nem as curiosidades da Rainforest, floresta Amazônica. No livro “selva”, além de fotos, Pamplona também inclui informações detalhadas e acertadas sobre o "El Niño", aquecimento global e outros fatores da interferência do Homem na Natureza. O acervo do astro da fotografia bio sustentável é bem diversificado, porém como cada fotografia conta uma história, este detalhe faz com que seja admirado por todos que contemplam suas exposições e imagens, muitas exibidas freqüentemente, também em matérias da edição impressa e nas redes sociais da Revista Via Amazônia.

UMA INCRÍVEL FOTO DE PAMPLONA FOI A DO PEIXE GRANDE ABOCANHANDO O PEIXE PEQUENO.

“Foi um momento de sorte, isso aconteceu a mais de dez anos. Fotografava uma modelo as margens do Rio Gurupí, na cidade do mesmo nome. De repente o peixe pulou fora da água. Deu seis saltos e disparei três vezes”, conta Hely. Tinha nas mãos uma zoom de foco manual 80- 200 mm, na posição 200mm, acoplada a uma antiga Canon AV  1, mecânica. “Só uma foto ficou boa. A melhor que fiz na vida”, diz.

Como estava a 12 horas de Belém (PA), enviou o filme para um laboratório na capital do Pará por meio de um cobrador de ônibus. “Dias depois, liguei para meu irmão, que foi buscar as fotos, e ele disse que uma delas era impressionante. Todos do laboratório tinham visto, além da minha família, menos eu”, afirma. Tudo foi muito rápido, o fotógrafo não tinha a menor ideia de que o peixe maior perseguia um menor. “Para mim era só um peixe saltando. Quando cheguei em Belém e vi a foto, quase não acreditei. Meu irmão já havia me contado como era, mas estava muito melhor do que imaginava”, revelou o fotógrafo Hely Pamplona