Ver-o-Peso 390 anos

A maior feira livre do mundo, vitrine de produtos amazônicos

O Ver-O-Peso não é só um cartão postal da Cidade das Mangueiras, também serve como local estratégico para eventos gastronômicos nacionais e internacionais, reunindo chefs de cuisine de vários países que se curvam diante de tamanha variedade colorida e saborosa de pratos típicos. A comercialização de produtos originalmente paraense e a quantidade de especiarias atraem milhares de turistas durante todos os anos. Com toda essa demanda de produtos e consumidores, a maior feira de ar livre da America Latina, legítima identidade paraense, gera um aquecimento econômico importantíssima para o Estado.

Hoje trabalham no Ver-o-Peso cerca de cinco mil pessoas distribuídas em aproximadamente 12 atividades comerciais, espalhadas pelos mercados de Peixe e Carne, e as feiras da Alimentação e do Açaí.

De acordo com um estudo divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico), o Pará é responsável por 20% do pescado produzido em todo o país. Desse montante cerca de 80 a 100 toneladas de peixe chegam ao complexo do Ver-o-Peso. Na Semana Santa essa quantidade chega a 160 toneladas.

Assim como o Cristo Redentor no Rio de janeiro, os turistas vão ao Ver-o-Peso às vezes apenas para tirar aquela foto de recordação. Mas além da foto, muitos também gostam de visitar o local onde são vendidas as tradicionais ervas medicinais, tendo a barraca da dona Cheirosinha como referencial. De acordo com o Dieese, os hortifrutigranjeiros também têm números impressionantes, estima-se que sejam comercializadas no complexo 30 toneladas de hortaliças, legumes e produtos de granjas mensalmente. Os responsáveis por todos esses produtos são quase 80 verdureiros que oferecem cerca de 10 mil maços de verdura por dia a preços que variam de R$ 0,50 e R$ 1 a unidade, o que resulta numa renda de R$ 300 a R$ 1 mil reais em um dia movimentado.

 "Por toda essa movimentação de produto e capital, ao completar neste domingo 384 anos, o Ver-o-Peso continua tendo uma importância econômica gigantesca, não apenas para Belém, mas para todo o estado do Pará", frisa o economista Roberto Sena.